sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Uma rapidinha antes de dormir


Vou escrever, leia (por sua conta e risco).
Já passou da meia-noite, eu preciso trabalhar amanhã cedo e, simplesmente, não consigo dormir. Provavelmente, o café que tomei está fazendo efeito. Eu não consigo acreditar que está chovendo e eu não durmo. Há não sei quanto tempo eu não tenho a chance de dormir ouvindo a chuva e, quando ela vem, o sono fica pelo caminho. Então, resolvi passar por aqui.
                O problema é que eu não faço a mínima idéia do que vou escrever, os pensamentos estão tão aleatórios quanto os pingos da chuva lá fora. E estão rápidos também (culpa do café!). Chuva, trabalho, faculdade, família, casa, música... minha mente tá funcionando no random!  “E aí, faz o que?” Vou aproveitar que a chuva parou e vou tentar desligar, recarregar as baterias e rezar pra sonhar um pouquinho – Droga! Lembrei do Francisco Cuoco comendo kiwi (você, provavelmente, não vai entender o motivo).
                Ah! Como o ano, aqui no Tá Escrito, só começou hoje... um Feliz 2011 para todos! Boa noite e até a próxima.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Último texto do ano

Grave é a greve dos sorrisos que paira no ar. Peço que isso possa passar logo, sem mais pressa nem rancor, sem mais guerra e ambição, sem injustiça e desamor, sem ódio no coração. Quero a justiça, a paz, o amor, a fraternidade, a alegria de caminhar falando sempre a verdade. Num mundo onde o próprio tempo já foi deixado pra trás, as pessoas só se perguntam: “Quanto é que tem? O que é que faz?” E os princípios onde estão? A honra?A dignidade? Eu não vou deduzir, muito menos responder; é uma reflexão que cada um deve fazer, por isso eu vou parar, vou deixar para você. Mas antes de acabar a rima, eu lhe faço um pedido, agora um ano começa e outro é esquecido; aproveite mais seu tempo, mas aproveite sem medo! Porque pra quem vive com pressa, a morte chega mais cedo!

Até a próxima! 

domingo, 28 de novembro de 2010

O retrato da guerra

     É como dizem: Quem é vivo sempre escreve aparece. Cá está esse pobre pseudo-escritor novamente. “Opa! Tava quase sentindo falta. Qual é o tema de hoje?” Guerra. “Fica mais de um mês fora e quando volta é pra falar de coisa ruim?” Fazer o que, né? Mas não se precipite, talvez você encontre algo bom nisso tudo. “Tudo bem, vamos à guerra.”
                A ideia de escrever sobre esse tema surgiu quando via a foto de uma criança escondendo o rosto com as mãos, isso até seria normal, muitas crianças brincam disso... mas eu acho difícil pensar em brincar quando se está vivendo em uma zona de guerra. Talvez ela não escondesse só o rosto, talvez tentasse se esconder do medo que sentia. “Como deve ser mal começar a viver e em tão pouco tempo ter sua vida exposta a um risco tão grande?” foi a pergunta que me fiz. “E qual foi a resposta?” Nenhuma, mas depois de pensar nisso... agradeci por tudo que tenho hoje e tomei uma decisão.
                Decidi lutar. “Lutar? Vai fazer apologia à guerra agora?” Não, vou lutar pra construir um mundo onde os meus e os seus filhos não precisem se esconder da guerra. Lutar por um mundo onde as armas não sejam mais necessárias e onde a troca de palavras seja mais frequente que a de tiros. Quem se sentir à vontade e se identificar com o ideal, será muito bem-vindo nessa luta. Se acharem válido, espalhem essa mensagem (não precisa ser o texto, basta fazer a essência dele chegar o mais longe que puder). Até a próxima.

*Os meus mais sinceros votos de paz às pessoas que vivem em zonas de guerra no Rio de Janeiro e em todo o mundo. E que o som das crianças brincando seja mais elevado que o dos conflitos.

domingo, 17 de outubro de 2010

Sobre a saudade, os detalhes e os riscos


      A saudade chegou aqui em casa e, por educação, abri a porta. Só percebi depois que ela não veio sozinha, trouxe muitos pensamentos e lembranças. Me disse que não sabia quando ia embora. “Chega sem falar nada e não sabe quando vai embora? Inconveniente essa saudade, não?” De início eu também pensei assim, mas vi que se a saudade for embora, quem chega é a solidão, logo... a saudade é uma benção. Sendo assim, disse a ela que ficasse o tempo necessário.  
                “E ela já foi embora?”  Ainda não, tá aqui ao meu lado agora. “E como está sendo a convivência aí?” Uma maravilha. Ao contrário do que alguns dizem, a saudade não é ruim. “Você está longe de alguém que você queria estar perto, como você diz que a saudade não é ruim?” É que quando a saudade chega, como eu disse antes, ela traz lembranças e pensamentos. E para o pensamento não há distância capaz de separar duas coisas, logo, o estar longe ou estar perto é um mero detalhe.
                “É, mas ainda acho arriscado manter a saudade perto por muito tempo.” Claro que há risco! A saudade pode ter aparecido do lado de cá, mas nem passou perto do lado de lá. Aí a situação fica desequilibrada, e o desequilíbrio, de forma geral, é ruim. O ideal é você ter uma companhia ao se arriscar. “Isso! Pelo menos você não quebra a cara sozinho, né?” A questão não é se você vai quebrar a cara ou não. A questão é se daqui algum tempo você vai dizer “pelo menos eu tentei” ou “eu devia ter tentado”. Se você quebra a cara ou não... é só um detalhe.
                É engraçado escrever esses textos. Depois de postados você vê reações totalmente diferentes, uns se apegam à saudade,  outros aos detalhes ou aos riscos, outros não se apegam a nada e nunca mais acessam o blog e tem alguns que só vão querer saber o motivo da saudade. O motivo não vem ao caso, eu só não quero correr o risco de ver a saudade se tornar um detalhe. “E como fazer isso?” Quando a saudade falar, você simplesmente responde. Tá ficando tarde. Boa noite, durma com Deus.
                    Até a próxima!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O tempo, a mudança, os problemas

Depois de um bom tempo sem postar, voltei. Acabou o período de avaliações, a tensão tá diminuindo... tudo voltando à normalidade. Mas mesmo que essa normalidade se reestabeleça, não será normal como antes. “Mas por que você diz isso?” Digo isso, porque mesmo que tudo esteja como antes, você mudou. “Você é a soma das suas decisões.” Essa semana li essa frase e não consegui tirar da cabeça. Me vi pensando em como eu estou hoje e como estava ontem; e tentei relacionar isso com a frase. “Você não tinha mais o que fazer?”  Tinha, mas mesmo assim achei melhor encontrar uma relação nisso tudo... e no final, acredito que tenha valido a pena.
                Primeiro, tentei visualizar como eu estou hoje: fazendo faculdade, fazendo café de maneiras inusitadas, tirando manchas de roupas, tentando achar solução para os mais variados problemas do cotidiano e blá blá blá; sentindo muita saudade família, dos amigos e da outra casa; mas também tenho feito novas amizades e aprendido muito. “Nossa! Parece problemático conciliar os estudos, os problemas do dia-a-dia e a saudade. Não prefere voltar?” Não. Se não fossem os problemas, qual seria a graça da vida? O grande problema em questão não é a dificuldade que você passa, é como você passa pela dificuldade.
                Depois disso, me imaginei há um tempo atrás: em casa, com a família, com os amigos, tudo era mais fácil de se conseguir. Mas lá também havia problemas! “Que tipo de problemas?” Por exemplo: por tudo ser mais fácil pra mim, eu não enxergava o esforço dos que tornavam tudo fácil. E isso sim é um problemão (acho que posso chamar de egoísmo)! Ao perceber isso, resolvi mudar. “Ah! Mas se tá no passado, deixa lá! Pra que pensar nisso?” Não é que eu fique remoendo o passado, mas o modo como vivo hoje é consequência de como eu vivi ontem. E aqui nós retornamos ao início: “Você é a soma das suas decisões.”
                “Você falou sobre o passado e o presente. E sobre o futuro, não pensou a respeito?” Até tentei, mas percebi que por mais que digam que o futuro está lá na frente, ele sempre chega atrasado  e, quando chega, o presente já assumiu o comando. Mas essa delimitação de passado, presente e futuro é muito complexa. Difícil dizer onde termina um e começa o outro. Então, só por garantia, busque a tranquilidade sempre! “E como eu fico tranquilo se tenho tantos problemas?” Pare de reclamar e agradeça. “Ninguém agradece por ter problemas!” Exatamente. Se você agradecer, talvez eles deixem de ser problemas.

Até a próxima!

domingo, 19 de setembro de 2010

Uma breve pausa musical


            Apesar do aviso no post anterior, estou por aqui de novo (nem eu imaginava que voltaria tão cedo). “Fez mais alguma besteira? Improvisou alguma coisa?” Não, hoje não tem nada desse tipo, mas a chance do 'Cotidiano' reaparecer por aqui em breve é grande. Hoje o assunto é mais reflexivo. Bom, o que aconteceu foi o seguinte: com os afazeres da faculdade e de casa, o dia parece ter diminuido de tamanho, muita coisa pra fazer e pouco tempo sobrando. Assim, hoje eu resolvi separar uma parte do dia pra arrumar a casa. Durante a arrumação achei uma pasta de músicas empoeirada e, quando vi aquilo, tive uma sensação estranha. “Estranha como?” Foi estranho, porque há pouco tempo atrás a mesma pasta estava sempre em uso, as músicas sempre eram tocadas e agora estava tudo ali, empoeirado. Resultado: limpei a pasta, peguei o violão, parei a faxina e fui tocar!
            Fiquei durante algumas horas perdido entre mínimas, semínimas e acordes de músicas que já  havia tocado antes. Ao tocar determinadas músicas senti as mesmas sensações que havia sentido há alguns anos atrás, mas também me lembrei de sensações não que não foram repetidas hoje, assim como surgiram novas sensações - apesar das músicas serem as mesmas. Depois dessa pausa, continuei afazeres domésticos. E sabe o que foi mais interessante? Mesmo tendo parado as minhas obrigações, deu tempo de fazer tudo. E fiz mais tranquilo e feliz, o que é importante. Existe uma grande diferença entre organizar para viver e viver para organizar. Com a correria do dia-a-dia, uma válvula de escape se faz necessária às vezes e, preservando e 'tirando a poeira' do que nos faz bem, achamos essa válvula rapidinho. “Mas e se o que me faz bem ficou pra trás e o tempo não me permite mais 'desempoeirar' isso?” Bem, as mudanças são inevitáveis, mas se você acredita que vale a pena buscar algo no passado, basta você se permitir isso e correr atrás. Afinal, a vida é sua, não deixe que ela escorra pelos seus dedos! Até a próxima!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Cotidiano - A roupa manchou!

          Bem, depois de um tempo sem manifestar-se, cá está novamente esta criatura barbada para contar mais uma história. “Tava até legal o paradeiro do blog, mas, enfim... vai falar sobre o que dessa vez?” Mais uma vez sobre roupas, mais especificamente sobre roupas manchadas e como retirar as tais manchas. Mas vamos parar de enrolação, né?
          O fato é que em um belo dia deixei de molho uma camisa branca e, quando fui lavá-la, ela estava cheia de manchas. “E manchou assim... do nada?” Não, o que ocorreu foi que deixei a camisa de molho junto com roupas coloridas de cor e quando fui pegar as roupas, a branca estava malhada (se é que se pode usar esse termo para roupas, só o vi ser usado para caracterizar vacas, mas prossigamos...). “Você não sabe que as roupas brancas e as roupas col... de cor devem ser lavadas separadamente?” Sei, mas... “Se soubesse, a roupa não teria manchado. Concorda?” De certa forma, mas isso não importa agora. O que importa é que as manchas não existem mais.
          “Desconsiderando o fato que você cometeu um erro primário, como você retirou as manchas?” Depois que vi o estrago na camisa, fiz uma longa e cuidadosa pesquisa sobre maneiras de retirar manchas de roupas e achei algumas instruções interessantes: “Passa limão no local da mancha que saí!”; “Se a roupa for de algodão, ferve a água, põe a roupa dentro e depois joga açúcar e espera até a mancha desaparecer...”; “Lave a peça com sabão de côco...”. “E você seguiu qual instrução?” Confesso que estava louco para cozinhar a camisa, mas como não era de algodão, resolvi não arriscar. “Então você passou limão na mancha?” Não. “Sabão de côco?” Não. “O QUE VOCÊ FEZ, MALDITO?!” Eu segui a lógica...
          “Como é que a lógica vai tirar mancha de roupa?” Bom, como a roupa manchou por ter ficado de molho juntamente com outras roupas não-brancas, eu deduzi que se deixasse ela de molho novamente sozinha, isolada, abandonada no balde... a mancha soltaria! “De onde você tirou essa ideia?” Não sei. “E deu certo?” Veja bem, eu deixei a camisa dois dias de molho no alvejante por puro medo de olhar o resultado pura precaução. Nesse caso, a mancha saiu, mas não posso garantir que vá funcionar todas as vezes (e, sinceramente, não pretendo testar de novo).
           É isso, pessoal! Mais uma dica para vocês... se experimentarem, assumam toda e qualquer responsabilidade! Eu provavelmente vou demorar para postar aqui de novo, porque o (temido) período de provas se aproxima! “Mas, com prova ou sem prova, você sempre demora pra postar alguma coisa aqui.” Eu sei, mas é sempre bom ter uma desculpa justificativa, né? Mas talvez eu poste amanhã ou depois. Afinal, esse blog é baseado em imprevistos, não é verdade? Até a próxima!