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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sobre o amor e outras besteiras...


                Vontade de falar besteira hoje. Na verdade, não sei nem por que estou aqui. Só sinto vontade de escrever, não sei sobre o que eu quero escrever. Os pensamentos que prevaleceram por aqui hoje foram: ideais e amor. Não pergunte por que, minha mente está tão aleatória quanto esse texto.  Há um tempo atrás eu tinha um motivo e a vontade de escrever, hoje só tenho a vontade.
                A parte dos ideais é interessante, mais especificamente, a luta pelos ideais. Essa é uma luta que eu comprei desde que me entendo por gente e, às vezes, me sinto como se fosse ser nocauteado a qualquer momento. Mas eu ainda estou de pé, cambaleando, mas estou. Pra alguns isso é tudo besteira e talvez seja mesmo, posso estar perdendo meu tempo pensando nisso. É... talvez seja tudo besteira.
                A parte do amor eu acho mais interessante ainda. Não por aquela coisa de que ‘o amor é o sentimento mais bonito de todos. O amor é simplesmente interessante, e é interessante por ser simples. Apesar de eu não conseguir definir um sentimento, acho que o amor é algo simples, sim. Muita gente acha o amor a coisa mais complicada desse mundo, outros vão dizer que o amor é uma besteira. É... talvez seja tudo besteira.
                O que eu sei é que vou seguindo, agarrado aos meus ideais enquanto for possível, mesmo que seja besteira. Em relação ao amor? Se o amor for realmente uma besteira, serei besta por toda a eternidade.
                Até a próxima.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Algo sobre: Música na Bahia

Depois de não sei quanto tempo, cá estamos nós de novo. Dessa vez vou falar de algo que me deixa indignado:  preconceito com a música da Bahia. Me lembro que quando mudei de cidade, logo na primeira semana, peguei o violão e comecei a tocar ‘Paciência’ (Lenine) e quando terminei de tocar, alguém me disse: “Você nem parece que é baiano...” Fiquei sem entender e perguntei o por que, me responderam: “Você gosta de música boa.” É complicado, mas... relevemos, irmãos.
Mas por que eu me lembrei disso agora? É que essa semana, na rua, ouvi um outro comentário infeliz, ouvi alguém dizer: “Pela porcaria que tá ouvindo, só pode ser baiano...” Então, para tentar acabar com esse rótulo de ‘Música na Bahia = Porqueira’, venho trazer alguns nomes que estão na cena alternativa da música baiana e que, na minha opinião, fazem um som de qualidade, segue a lista:

Distintivo Blue – ( http://www.distintivoblue.com/ )
Los Froxos (Twitter: @LosFroxos)
Ladrões de Vinil (Twitter: @ladroesdevinil)
Geslaney Brito e Iara Assessú ( http://palcomp3.com/geslaneybritoeiaraassessu/ )

[...]

Agora raciocina comigo... considerando a extensão territorial e a diversidade cultural da Bahia, fica complicado pensar que a música de lá se resume só ao que a mídia resolve repassar, né? Aos desinformados: pelas banda de lá não só tem gente curtindo, mas também tem gente fazendo um som massa!

Então fica uma dica aí: antes de falar sobre algo (e eu não estou falando só de música agora), procure conhecer, pra não falar besteira.

Aproveitar o espaço e parabenizar essa galera toda aí pelo trabalho bem feito!

Bons sons à todos! Até a próxima.

domingo, 17 de abril de 2011

Algo sobre: Perdas


            Perder: a caneta, o caderno, o ônibus, um amor, a hora, a coragem, a sensibilidade, o tempo...
Praticamente tudo que temos hoje nós podemos perder. Mas o que seria, de fato, a perda? “É você possuir algo hoje e amanhã não ter mais.” Basicamente, mas acredito que vai além disso. Enxergo tudo de forma encadeada, se você mexe em um componente dessa cadeia, modifica o resto. “Como assim?” Vamos à uma situação hipotética: X acorda atrasado e tem que correr para chegar ao trabalho, por mais que X se apresse, ele perde o ônibus e chega atrasado. O chefe de X, Y, chama a atenção dele de maneira pouco amistosa e X fica chateado. Então, X – chateado por ter perdido o ônibus e ter tomado uma advertência - vai para sua sala e desconta a sua raiva no estagiário, Z. Provavelmente, aconteceu alguma coisa com Y para ele tratar X com grosseria e certamente Z vai passar a energia negativa a diante. “Não, Z não passa a diante.” Por que? “Ele é o estagiário, não devolve nem repassa nada, só sustenta a cadeia.” É, mas enfim... deixemos a cadeia um pouco de lado e voltemos às perdas.
“É, não consegui ver uma ligação entre essa cadeia e as perdas ainda.” O que eu quero dizer é: mais importante que perder ou deixar de perder algo é saber como reagir diante de uma perda. Querendo ou não, ficamos mal acostumados com aquilo que temos e quando perdemos, muitas vezes acabamos fazendo aquela velha ‘tempestade no copo d’água’ por algo que não vale a pena. Um exemplo: uma galerinha que vive dizendo “Se eu ficar sem internet meu mundo acaba, eu morro!”. Vamos imaginar que num belo dia o computador de uma criatura dessas queime. O computador não, a placa de rede, todas as portas USB (sem modem 3G também) e qualquer outra coisa que possibilite esse indivíduo se conectar à grande rede (para a raiva aumentar, ele fica sem internet, mas o computador vai ligar). Ele vai morrer? Não, ele não vai morrer! E ficar sem internet não é motivo pra ele querer bater no irmão menor e chutar o cachorro. Tem que ter controle.
Claro que não podemos comparar perder a internet com a perda de um ente querido, um amor, etc. Mas vejo na ‘raiz’ de grande parte dos problemas envolvendo perdas: supervalorização de algo e medo de mudanças. Como a ‘raiz’ é a mesma, podemos achar uma ‘solução comum’, calma que eu não vou dizer que você deve desvalorizar sua mãe ou sua namorada.  A questão é você descobrir o seu valor, não viver sua vida em função de outras coisas ou pessoas, mas não vai bancar o ‘coração de pedra’, tem que ser na dosagem certa. “E como eu vou saber dosar isso?” Aí é com você, cada um tem seus limites e limitações, como disse Raul: ‘cada um de nós é um universo...’. “E se a perda já aconteceu?” Bom, aí é saber se adaptar à nova situação, se o que você perdeu tiver que voltar pra você, vai voltar. Se não voltar, você certamente terá outros ganhos lá na frente.
Agradecer ao camarada Dieslley pela sugestão de tema. Quem quiser, fique à vontade para sugerir temas também, assim fica mais bacana a interação. E devo lembrá-los que isso aqui é escrito baseado na experiência de um louco que tenta sobreviver e que espera estar ajudando alguém com isso, se você pensa de maneira diferente: faça do seu jeito! (E registre aqui, para poder ajudar mais gente) Citando Raulzito de novo: “Não quero ser o dono da verdade, pois a verdade não tem dono, não. Se o "V" de verde é o verde da verdade, dois e dois são cinco, né mais quatro, não.”
Até a próxima!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Algo sobre: Esperança

Esperança. Do latim sperare. Sentimento que leva o homem a olhar para o futuro, considerando-o portador de condições melhores que as oferecidas pelo presente..."
(http://sites.google.com/site/dicionarioenciclopedico/esperanca)
Até concordo com a definição, mas creio que esperança seja mais que isso. Arriscaria dizer que sou movido pela esperança, é um tipo de “combustível para a alma”. Acredito também que a esperança deve estar sempre ao lado da gratidão e da ação. Ao lado da gratidão, porque se você apenas esperar melhoras pode acabar desvalorizando o que tem; ao lado da ação, porque, por mais esperança que você tenha, não se consegue mudar nada se ficar apenas aguardando, é necessário ser merecedor daquilo que você quer alcançar.
“É, mas é muito difícil ter esperança hoje, considerando a situação do mundo...” Sim, é difícil mesmo, mas se você não se enxergar como um agente para mudar essa situação, quem vai fazer isso? Acredite que pode mudar a sua vida e ajudar os outros a mudarem as deles. E lembre-se da sabedoria popular: A esperança é a última que morre. Se você não consegue mais achar esperança, talvez você tenha se perdido antes dela.
Cabe agradecer a ajuda, direta e indireta, do Hélder S. (que me sugeriu esse tipo de texto) e da Mel (que escolheu a palavra). Bons dias para todos nós.
Até a próxima!

domingo, 17 de outubro de 2010

Sobre a saudade, os detalhes e os riscos


      A saudade chegou aqui em casa e, por educação, abri a porta. Só percebi depois que ela não veio sozinha, trouxe muitos pensamentos e lembranças. Me disse que não sabia quando ia embora. “Chega sem falar nada e não sabe quando vai embora? Inconveniente essa saudade, não?” De início eu também pensei assim, mas vi que se a saudade for embora, quem chega é a solidão, logo... a saudade é uma benção. Sendo assim, disse a ela que ficasse o tempo necessário.  
                “E ela já foi embora?”  Ainda não, tá aqui ao meu lado agora. “E como está sendo a convivência aí?” Uma maravilha. Ao contrário do que alguns dizem, a saudade não é ruim. “Você está longe de alguém que você queria estar perto, como você diz que a saudade não é ruim?” É que quando a saudade chega, como eu disse antes, ela traz lembranças e pensamentos. E para o pensamento não há distância capaz de separar duas coisas, logo, o estar longe ou estar perto é um mero detalhe.
                “É, mas ainda acho arriscado manter a saudade perto por muito tempo.” Claro que há risco! A saudade pode ter aparecido do lado de cá, mas nem passou perto do lado de lá. Aí a situação fica desequilibrada, e o desequilíbrio, de forma geral, é ruim. O ideal é você ter uma companhia ao se arriscar. “Isso! Pelo menos você não quebra a cara sozinho, né?” A questão não é se você vai quebrar a cara ou não. A questão é se daqui algum tempo você vai dizer “pelo menos eu tentei” ou “eu devia ter tentado”. Se você quebra a cara ou não... é só um detalhe.
                É engraçado escrever esses textos. Depois de postados você vê reações totalmente diferentes, uns se apegam à saudade,  outros aos detalhes ou aos riscos, outros não se apegam a nada e nunca mais acessam o blog e tem alguns que só vão querer saber o motivo da saudade. O motivo não vem ao caso, eu só não quero correr o risco de ver a saudade se tornar um detalhe. “E como fazer isso?” Quando a saudade falar, você simplesmente responde. Tá ficando tarde. Boa noite, durma com Deus.
                    Até a próxima!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O tempo, a mudança, os problemas

Depois de um bom tempo sem postar, voltei. Acabou o período de avaliações, a tensão tá diminuindo... tudo voltando à normalidade. Mas mesmo que essa normalidade se reestabeleça, não será normal como antes. “Mas por que você diz isso?” Digo isso, porque mesmo que tudo esteja como antes, você mudou. “Você é a soma das suas decisões.” Essa semana li essa frase e não consegui tirar da cabeça. Me vi pensando em como eu estou hoje e como estava ontem; e tentei relacionar isso com a frase. “Você não tinha mais o que fazer?”  Tinha, mas mesmo assim achei melhor encontrar uma relação nisso tudo... e no final, acredito que tenha valido a pena.
                Primeiro, tentei visualizar como eu estou hoje: fazendo faculdade, fazendo café de maneiras inusitadas, tirando manchas de roupas, tentando achar solução para os mais variados problemas do cotidiano e blá blá blá; sentindo muita saudade família, dos amigos e da outra casa; mas também tenho feito novas amizades e aprendido muito. “Nossa! Parece problemático conciliar os estudos, os problemas do dia-a-dia e a saudade. Não prefere voltar?” Não. Se não fossem os problemas, qual seria a graça da vida? O grande problema em questão não é a dificuldade que você passa, é como você passa pela dificuldade.
                Depois disso, me imaginei há um tempo atrás: em casa, com a família, com os amigos, tudo era mais fácil de se conseguir. Mas lá também havia problemas! “Que tipo de problemas?” Por exemplo: por tudo ser mais fácil pra mim, eu não enxergava o esforço dos que tornavam tudo fácil. E isso sim é um problemão (acho que posso chamar de egoísmo)! Ao perceber isso, resolvi mudar. “Ah! Mas se tá no passado, deixa lá! Pra que pensar nisso?” Não é que eu fique remoendo o passado, mas o modo como vivo hoje é consequência de como eu vivi ontem. E aqui nós retornamos ao início: “Você é a soma das suas decisões.”
                “Você falou sobre o passado e o presente. E sobre o futuro, não pensou a respeito?” Até tentei, mas percebi que por mais que digam que o futuro está lá na frente, ele sempre chega atrasado  e, quando chega, o presente já assumiu o comando. Mas essa delimitação de passado, presente e futuro é muito complexa. Difícil dizer onde termina um e começa o outro. Então, só por garantia, busque a tranquilidade sempre! “E como eu fico tranquilo se tenho tantos problemas?” Pare de reclamar e agradeça. “Ninguém agradece por ter problemas!” Exatamente. Se você agradecer, talvez eles deixem de ser problemas.

Até a próxima!